livros

retráteis [2009] . @ google books . download . peça o seu

“No começo dos séculos Deus usou as montanhas como pregos para fixar a terra; depois lavou-lhe a face com as águas do oceano. Colocou a terra sobre o dorso de um touro, o touro sobre um peixe, e o peixe está no ar. Porém sobre o que repousa o ar? Sobre nada.”

– Farid ud-Din Attar, A Linguagem dos Pássaros

Penso a escrita como experimentação. Em meu trabalho busco articular as materialidades da língua em suas dimensões narrativas e sonoras. Daí o título Retráteis, que não apenas nomeia o volume, mas também se configura como proposta de elaboração, já que remete à noção de movimento, de operação. Trata-se de um texto que não se pretende acabado, fixo, delimitado rigidamente. Com Retráteis pretendo provocar o leitor para que este assuma seu papel de operador, co-autor do livro.

– s/d

É como se o texto acontecesse em um outro campo que não o do veículo livro e se apresentasse às páginas em um movimento de expansão, retraindo-se abruptamente em um movimento contrário, em que o leitor só consegue captar as palavras durante o deslocamento.

Nelson Netto, “Labirinto concreto”, em 12 de março de 2011, Gazeta de Alagoas


caractério [2010] . a sair (2a edição)

caractério se baseia num processo de meta-referência expansiva (proposições tautológicas submetidas a um desvio de planos de significação): motor da série. […] “Um é dois” mais do que se constituir como uma referência mística é uma compreensão quantitava (numérica) do número em sua dimensão verbal. […] O trânsito que se faz no circuito que vai do discurso verbal para o do número, do digital, voltando para a verbalidade, constitui o mecanismo de feedback que expande o processo ao infinito. A segunda edição de caractério disponível aqui é dividida em quatro partes: as três primeiras relacionadas em abismo e um apêndice (“etc é três é …”).

— 17.10.10


comuns [2010] . @ issuu

“The theme you play at the start of a number is the territory, and what comes after, which may have very little to do with it, is the territory.”

— Ornette Coleman

Os poemas reunidos em comuns são frutos de uma prospecção dos planos sonoros envolvidos no momento de sua feitura. O problema da transposição de repertórios, que neste caso indica o trânsito do espaço da lírica ocidental para o da instabilidade total do precário (reinvenção contínua de objetos e de usos) se mostra quase como impossibilidade. Com o intuito de percorrer as sendas abertas por Getrude Stein e Ornette Coleman, a série se pretende como uma pesquisa sobre ritmos e pulsações e privilegia a impermanência do plano sonoro, de sua sintaxe, em detrimento do plano verbal, sem no entanto recusá-lo. A manipulação desses planos, somados aos ambientais (ruídos incidentais, vozerio etc.) — fluxos transversais, intercessões, descontinuidades — projetando-os numa textualidade comum, mediada pela sensibilidade imediata do ouvinte-inscritor, é o polo agenciador da série — seu território.

— 02.07.11


re: caminha [2011] . @ issuu

“E nesta maneira, Senhor, dou aqui a Vossa Alteza do que nesta terra vossa vi. E, se algum pouco me alonguei, Ela me perdoe, que o desejo que tinha, de Vos tudo dizer, mo fez assim pôr pelo miúdo.”

— Pero Vaz de Caminha


o ah [2011] . @ issuu

“Não tem jeito que dê jeito.”

— Raimundo Soldado


tactilogramas [2011] . a sair

[…] pretendendo suspender a ideia de indivíduo enquanto mecanismo agenciador do texto (a caligrafia, a datilografia, etc. intensificam essa ilusão com base na gestualidade mobilizada), os tactilogramas partem de sinais tácteis que se traduzem pela química e se deixam inscrever visualmente. […] a série de 7 tactilogramas, intitulada semana, é composta de textos derivados de processos de tradução química de temperaturas em sistema visual durante 7 dias da semana (sempre ao meio-dia). […] (onde o satélite encontra o tato.) […]

— 15.09.11


a de a [em progresso] . acompanhe

essay on [2011] . @ issuu

[…] uma deriva sobre o espaço e o tempo da página em branco, mediada por uma verbalidade mínima: os vocábulos “here”, “where” e “nowhere”. Cada plano é redimensionado pela inscrição de um desses vocábulos, durante um tempo definido pela sensibilidade do inscritor (no livro em questão o tempo decorrido é apresentado como subtítulo).

— 04.07.11


transparências: 0-9 [2011] . a sair

Experiência com os limites da transparência / “O texto como transparência” e falácias adjacentes (derivadas): a subjetividade, a sinceridade, etc. / A metafísica e seu antípoda: o objeto, sua materialidade, sua significância relativa e instável. / 0-9: da nulidade ao limiar do ciclo. À linearidade da nomeação (numérica) não corresponde a linearidade da série (sensual). / Não transparência e/ou opacidade (lógica de identidade ou dialética); mas transopacidade (nomadismo). […]

— 18.09.11


por exemplo: variações [2011] . @ issuu

13 inventários [2011] . @ issuu v. beta

diários [2011] . @ issuu

 

livros

retráteis [2009] . @ google books . download . peça o seu

“No começo dos séculos Deus usou as montanhas como pregos para fixar a terra; depois lavou-lhe a face com as águas do oceano. Colocou a terra sobre o dorso de um touro, o touro sobre um peixe, e o peixe está no ar. Porém sobre o que repousa o ar? Sobre nada.”

– Farid ud-Din Attar, A Linguagem dos Pássaros

Penso a escrita como experimentação. Em meu trabalho busco articular as materialidades da língua em suas dimensões narrativas e sonoras. Daí o título Retráteis, que não apenas nomeia o volume, mas também se configura como proposta de elaboração, já que remete à noção de movimento, de operação. Trata-se de um texto que não se pretende acabado, fixo, delimitado rigidamente. Com Retráteis pretendo provocar o leitor para que este assuma seu papel de operador, co-autor do livro.

– s/d

É como se o texto acontecesse em um outro campo que não o do veículo livro e se apresentasse às páginas em um movimento de expansão, retraindo-se abruptamente em um movimento contrário, em que o leitor só consegue captar as palavras durante o deslocamento.

Nelson Netto, “Labirinto concreto”, em 12 de março de 2011, Gazeta de Alagoas


caractério [2010] . a sair (2a edição)

caractério se baseia num processo de meta-referência expansiva (proposições tautológicas submetidas a um desvio de planos de significação): motor da série. […] “Um é dois” mais do que se constituir como uma referência mística é uma compreensão quantitava (numérica) do número em sua dimensão verbal. […] O trânsito que se faz no circuito que vai do discurso verbal para o do número, do digital, voltando para a verbalidade, constitui o mecanismo de feedback que expande o processo ao infinito. A segunda edição de caractério disponível aqui é dividida em quatro partes: as três primeiras relacionadas em abismo e um apêndice (“etc é três é …”).

— 17.10.10


comuns [2010] . @ issuu

“The theme you play at the start of a number is the territory, and what comes after, which may have very little to do with it, is the territory.”

— Ornette Coleman

Os poemas reunidos em comuns são frutos de uma prospecção dos planos sonoros envolvidos no momento de sua feitura. O problema da transposição de repertórios, que neste caso indica o trânsito do espaço da lírica ocidental para o da instabilidade total do precário (reinvenção contínua de objetos e de usos) se mostra quase como impossibilidade. Com o intuito de percorrer as sendas abertas por Getrude Stein e Ornette Coleman, a série se pretende como uma pesquisa sobre ritmos e pulsações e privilegia a impermanência do plano sonoro, de sua sintaxe, em detrimento do plano verbal, sem no entanto recusá-lo. A manipulação desses planos, somados aos ambientais (ruídos incidentais, vozerio etc.) — fluxos transversais, intercessões, descontinuidades — projetando-os numa textualidade comum, mediada pela sensibilidade imediata do ouvinte-inscritor, é o polo agenciador da série — seu território.

— 02.07.11


re: caminha [2011] . @ issuu

“E nesta maneira, Senhor, dou aqui a Vossa Alteza do que nesta terra vossa vi. E, se algum pouco me alonguei, Ela me perdoe, que o desejo que tinha, de Vos tudo dizer, mo fez assim pôr pelo miúdo.”

— Pero Vaz de Caminha


o ah [2011] . @ issuu

“Não tem jeito que dê jeito.”

— Raimundo Soldado


tactilogramas [2011] . a sair

[…] pretendendo suspender a ideia de indivíduo enquanto mecanismo agenciador do texto (a caligrafia, a datilografia, etc. intensificam essa ilusão com base na gestualidade mobilizada), os tactilogramas partem de sinais tácteis que se traduzem pela química e se deixam inscrever visualmente. […] a série de 7 tactilogramas, intitulada semana, é composta de textos derivados de processos de tradução química de temperaturas em sistema visual durante 7 dias da semana (sempre ao meio-dia). […] (onde o satélite encontra o tato.) […]

— 15.09.11


a de a [em progresso] . acompanhe

essay on [2011] . @ issuu

[…] uma deriva sobre o espaço e o tempo da página em branco, mediada por uma verbalidade mínima: os vocábulos “here”, “where” e “nowhere”. Cada plano é redimensionado pela inscrição de um desses vocábulos, durante um tempo definido pela sensibilidade do inscritor (no livro em questão o tempo decorrido é apresentado como subtítulo).

— 04.07.11


transparências: 0-9 [2011] . a sair

Experiência com os limites da transparência / “O texto como transparência” e falácias adjacentes (derivadas): a subjetividade, a sinceridade, etc. / A metafísica e seu antípoda: o objeto, sua materialidade, sua significância relativa e instável. / 0-9: da nulidade ao limiar do ciclo. À linearidade da nomeação (numérica) não corresponde a linearidade da série (sensual). / Não transparência e/ou opacidade (lógica de identidade ou dialética); mas transopacidade (nomadismo). […]

— 18.09.11


por exemplo: variações [2011] . @ issuu

13 inventários [2011] . @ issuu v. beta

diários [2011] . @ issuu

livros

retráteis [2009] . @ google books . download . peça o seu

“No começo dos séculos Deus usou as montanhas como pregos para fixar a terra; depois lavou-lhe a face com as águas do oceano. Colocou a terra sobre o dorso de um touro, o touro sobre um peixe, e o peixe está no ar. Porém sobre o que repousa o ar? Sobre nada.”

– Farid ud-Din Attar, A Linguagem dos Pássaros

Penso a escrita como experimentação. Em meu trabalho busco articular as materialidades da língua em suas dimensões narrativas e sonoras. Daí o título Retráteis, que não apenas nomeia o volume, mas também se configura como proposta de elaboração, já que remete à noção de movimento, de operação. Trata-se de um texto que não se pretende acabado, fixo, delimitado rigidamente. Com Retráteis pretendo provocar o leitor para que este assuma seu papel de operador, co-autor do livro.

– s/d

É como se o texto acontecesse em um outro campo que não o do veículo livro e se apresentasse às páginas em um movimento de expansão, retraindo-se abruptamente em um movimento contrário, em que o leitor só consegue captar as palavras durante o deslocamento.

Nelson Netto, “Labirinto concreto”, em 12 de março de 2011, Gazeta de Alagoas


caractério [2010] . a sair (2a edição)

caractério se baseia num processo de meta-referência expansiva (proposições tautológicas submetidas a um desvio de planos de significação): motor da série. […] “Um é dois” mais do que se constituir como uma referência mística é uma compreensão quantitava (numérica) do número em sua dimensão verbal. […] O trânsito que se faz no circuito que vai do discurso verbal para o do número, do digital, voltando para a verbalidade, constitui o mecanismo de feedback que expande o processo ao infinito. A segunda edição de caractério disponível aqui é dividida em quatro partes: as três primeiras relacionadas em abismo e um apêndice (“etc é três é …”).

— 17.10.10


comuns [2010] . @ issuu

“The theme you play at the start of a number is the territory, and what comes after, which may have very little to do with it, is the territory.”

— Ornette Coleman

Os poemas reunidos em comuns são frutos de uma prospecção dos planos sonoros envolvidos no momento de sua feitura. O problema da transposição de repertórios, que neste caso indica o trânsito do espaço da lírica ocidental para o da instabilidade total do precário (reinvenção contínua de objetos e de usos) se mostra quase como impossibilidade. Com o intuito de percorrer as sendas abertas por Getrude Stein e Ornette Coleman, a série se pretende como uma pesquisa sobre ritmos e pulsações e privilegia a impermanência do plano sonoro, de sua sintaxe, em detrimento do plano verbal, sem no entanto recusá-lo. A manipulação desses planos, somados aos ambientais (ruídos incidentais, vozerio etc.) — fluxos transversais, intercessões, descontinuidades — projetando-os numa textualidade comum, mediada pela sensibilidade imediata do ouvinte-inscritor, é o polo agenciador da série — seu território.

— 02.07.11


re: caminha [2011] . @ issuu

“E nesta maneira, Senhor, dou aqui a Vossa Alteza do que nesta terra vossa vi. E, se algum pouco me alonguei, Ela me perdoe, que o desejo que tinha, de Vos tudo dizer, mo fez assim pôr pelo miúdo.”

— Pero Vaz de Caminha


o ah [2011] . @ issuu

“Não tem jeito que dê jeito.”

— Raimundo Soldado


tactilogramas [2011] . a sair

[…] pretendendo suspender a ideia de indivíduo enquanto mecanismo agenciador do texto (a caligrafia, a datilografia, etc. intensificam essa ilusão com base na gestualidade mobilizada), os tactilogramas partem de sinais tácteis que se traduzem pela química e se deixam inscrever visualmente. […] a série de 7 tactilogramas, intitulada semana, é composta de textos derivados de processos de tradução química de temperaturas em sistema visual durante 7 dias da semana (sempre ao meio-dia). […] (onde o satélite encontra o tato.) […]

— 15.09.11


a de a [em progresso] . acompanhe

essay on [2011] . @ issuu

[…] uma deriva sobre o espaço e o tempo da página em branco, mediada por uma verbalidade mínima: os vocábulos “here”, “where” e “nowhere”. Cada plano é redimensionado pela inscrição de um desses vocábulos, durante um tempo definido pela sensibilidade do inscritor (no livro em questão o tempo decorrido é apresentado como subtítulo).

— 04.07.11


transparências: 0-9 [2011] . a sair

Experiência com os limites da transparência / “O texto como transparência” e falácias adjacentes (derivadas): a subjetividade, a sinceridade, etc. / A metafísica e seu antípoda: o objeto, sua materialidade, sua significância relativa e instável. / 0-9: da nulidade ao limiar do ciclo. À linearidade da nomeação (numérica) não corresponde a linearidade da série (sensual). / Não transparência e/ou opacidade (lógica de identidade ou dialética); mas transopacidade (nomadismo). […]

— 18.09.11


por exemplo: variações [2011] . @ issuu

13 inventários [2011] . @ issuu v. beta

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